Retrospectiva 2012

É, meus amigos, mais um ano se passou, o mundo não se acabou, e como bom crítico de games, antes de iniciar as bebedeiras que irão terminar comigo deitado na grama de algum lugar, olhando pro céu e pensando em como talvez 2013 seja um ano menos horrível, eu devo eleger os games que marcaram 2012, tanto de maneira positiva quanto de maneira negativa.

Devo dizer que 2012 foi um ano fraco. Pouca coisa realmente despertou meu interesse, e o restante dos jogos mais badalados do ano eram os já rotineiros shooters militares que detesto. No entanto, esses que mereceram destaque fizeram por merecer, ou por tentar trazer algo novo e diferente aos games, ou por reviver gêneros que aparentemente estavam esquecidos e/ou não tinham popularidade suficiente para serem explorados.

Sem maiores delongas, vamos aos tops!

5. Mark of the Ninja

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O gênero de “stealth” é um dos gêneros que requer uma fórmula precisa para funcionar corretamente. Splinter Cell nunca atingiu o ápice porquê sempre foi um corredor linear pelo qual você se esgueirava ao invés de sair atirando, mas era apenas isso. Games como os velhos Thief, Hitman 2: Silent Assassin e Deus Ex tinham fases grandes e abertas, possibilitando múltiplos cursos de ação. Mark of the Ninja é mais linear, mas mantendo-se no plano 2D, conseguiu uma coerência de mecânicas espetacular que fez eu me sentir como um ninja. E mais legal ainda: vindo da desenvolvedora de Shank, quer dizer que tem algumas das melhores animações que o 2D já viu e aquele estilo Robert Rodriguez de tratar a história. Recomendadíssimo!

4. Max Payne 3

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Max Payne 3 vem pra lista por um motivo um pouco mais pessoal. Vocês não sabem o medo que tenho de finais de trilogia, principalmente considerando um dos colocados na lista de “piores do ano”, sobre o qual falarei mais em breve. E tenho mais medo ainda de franquias que são esquecidas por 8 anos e depois trazidas de volta por outra empresa. Mas a Rockstar fez um dos seus melhores trabalhos em transferir Max Payne para os tempos modernos. Sim, não tem mais o estilo noir, nem a história contada por graphic novels, mas a jogabilidade está ali intacta, inclusive com a dificuldade. E como brasileiro, eu poderia ter ficado ofendido por como São Paulo é mostrada no game, mas a verdade é que eu ri. Ri muito. Vale a pena cada um dos seus terríveis 32 GB.

3. Spec Ops: The Line

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Sob condições normais de temperatura e pressão, eu NUNCA escolheria um joguinho de tiro genérico pra entrar no meu hall dos melhores do ano. Mas Spec Ops: The Line teve a coragem de ser um jogo de tiro militar genérico que jogou na nossa cara tudo de mais terrível que deixávamos de ver enquanto jogávamos os Call of Duty da vida. Uma história muito bem pensada e muito bem apresentada elevou um jogo de tiro genérico a um status que nunca imaginei que seria possível.

2. The Walking Dead

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História de zumbi já tá dando nos nervos, é batida, é manjada. Talvez The Walking Dead não merecesse o lugar na lista também porque suas mecânicas de jogo são, na realidade, fracas. Composto apenas por quick-time events e diálogo, não é exatamente um game para todos também. Mas videogames precisavam ter mais histórias e mais personagens como os deste game. Aguardo ansiosamente para ver o que a Telltale Games irá fazer com a segunda temporada, e com a adaptação do quadrinho “Fábulas” também.

1. Dishonored

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Um game que me lembra de Thief. Isso não acontecia desde 2004. Nenhum jogo era mesmo como Thief até agora, mas Dishonored se propôs a entrar nesse reino, e puta que pariu como é top. Com apenas um poder de teletransporte, a Arkane Studios conseguiu fazer um game de “stealth” ser metódico e ao mesmo tempo ser rápido como os novos jogos de ação precisam ser para garantir vendas. Sem sacrificar no design visual e na história também, Dishonored é o melhor game de 2012.

Mas é claro, para cada um dos luxos, vem um dos lixos. Aqui vão as minhas escolhas para os piores games desse ano:

5. Mass Effect 3

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Que fique bem claro que este poderia estar do outro lado da lista. Alguns dos melhores momentos de games que joguei este ano estão em Mass Effect 3. Ele concluiu algumas das linhas de história da trilogia com louvor. Fez tudo isso, só pra desperdiçar tudo com o que é provavelmente o pior final que já vi nos games. É horrível, e conseguiu acabar com alguns dos diálogos mais legais dos games que ocorriam nos dois primeiros games. Um final que falha em coerência básica. Que precisou de um DLC Extended Cut só pra se tornar menos odiável. Realmente, a maior marca da queda da Bioware. Descansem em paz, seus malditos.

4. The Amazing Spider-Man

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No começo é legal, você voando pelo ar como o Homem-Aranha com gráficos espetaculares. Aí você percebe que o Homem-Aranha praticamente se controla sozinho. Você também vê que o jogo consegue chupinhas as mecânicas de Batman: Arkham City e de alguma maneira fazer o sistema de combate ser terrível. E ainda por cima é muito fácil. Nessas, você tem um jogo que mal precisa de jogador. Porcaria total.

3. Call of Duty: Black Ops II

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Claro que eu tenho que incluir alguma escolha controversa para gerar discussão. Nunca foi segredo que detesto shooters militares, que são genéricos até o núcleo e que eles representam tudo que há de errado na indústria de games atualmente. Mas Black Ops II consegue ser pior. Consegue ter gráficos ainda piores numa engine que já tem mais de 6 anos. Consegue ter uma história ainda mais confusa e ridícula. E ainda tenta incluir um mini-game de Tower Defense onde não é bem vindo. A única inovação do game faz ele ser pior. Parabéns, Treyarch. Vocês se superaram.

2. Resident Evil: Operation Raccoon City

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Engraçado que diziam que o Resident Evil 4 era a revitalização que a franquia precisava. Heh… agora todo mundo quer que volte como era antes. Cada jogo da série só vai ficando pior e pior, até chegar nisso. Esse lixo em forma de videogame é tão chato que você já vê no jeito do seu personagem andar. Resident Evil transformado em um Gears of War, só que mais lixento, é basicamente a descrição disso. Tá, não foi a Capcom que desenvolveu essa nhaca, mas só deles permitirem isso com uma de suas franquias mais famosas e respeitadas, já dá uma certa dor no coração.

1. Medal of Honor: Warfighter

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Eu falei que o COD: Black Ops II era ruim. Esquece, aquilo lá é lindo perto dessa porcaria. Call of Duty pelo menos consegue esconder que força seus jogadores a uma ação específica com explosões e feitiçaria técnica. Warfighter, além de ter o título mais estúpido do ano, é um jogo que mata o jogador imediatamente se ele tentar explorar a fase além do que o script quer que explore. É um jogo que tem inimigos que são invencíveis até um determinado ponto arbitrário da fase. É basicamente o lixo de 2012, que enterra a franquia Medal of Honor de volta ao buraco de onde nunca devia ter saído.

Então é isso, galera! Vou lá ficar bêbado pra cacete e volto ano que vem!

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