O que gosto sobre… Celeste

celeste2

Celeste é um jogo de plataforma, criado inicialmente como um protótipo pelos desenvolvedores independentes Noel Berry e Matt Thorson. O desenvolvimento continuou depois de uma Game Jam (um encontro onde desenvolvedores fazem protótipos em curtos períodos de tempo, disputando prêmios) e teve uma versão completa lançada no início de 2018. O jogo conta a história de Madeline, uma garota que convive com problemas de ansiedade e depressão, e resolve se desafiar a escalar a montanha Celeste para lidar com essa condição. Apesar da temática pesada, Celeste é um jogo de tom alegre e colorido, e trilha sonora entusiástica. Continuar lendo

Anúncios

Em defesa da lanterna de Doom 3

É, eu gosto de Doom. Isso é um eufemismo, na realidade. Uma franquia de jogos de tiro dedicada à liberação sistemática de testosterona via toletes de chumbo na cara de demônios do inferno, com uma trilha sonora chupinhada de clássicos do heavy metal? E eu sou um daqueles nerds antissociais que vive tentando parecer mauzão, só tem roupa preta no armário e prefere mil vezes um bate cabeça e um filme de terror a uma baladinha? Parece que esses jogos foram feitos pra mim!

doom1

Continuar lendo

Os jogos de luta têm mais representação feminina hoje do que na década de 90?

Há alguns dias, a crítica de games feminista Anita Sarkeesian lançou um vídeo novo em seu canal Feminist Frequency (https://www.youtube.com/channel/UC7Edgk9RxP7Fm7vjQ1d-cDA) falando sobre a falta de variedade de representação de corpos femininos em videogames, argumentando que os homens têm uma variedade imensa de representações físicas de acordo com suas personalidades e características, mas as mulheres continuam presas ao padrão social estabelecido pela sociedade patriarcal. Eu, de cima da minha montanha de privilégios masculinos, não poderia explicar melhor do que ela, então tá aqui um link pro vídeo (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=qbqRtp5ZUGE

Continuar lendo

As qualidades de um bom “stealth game”

Um dia eu escrevi em um dos meus textos (a resenha do Dishonored, que você pode ler neste mesmo endereço eletrônico) que a fantasia de poder do ninja era muito mais atraente para mim do que as fantasias de machão comuns que os jogos normalmente oferecem. Quero dizer, não me levem a mal, eu acho Doom um dos melhores jogos de tiro já feitos, mas a ideia de ser invisível fala muito mais diretamente comigo, e infiltrar um local sem ninguém me ver requer um pouco mais de raciocínio do que simplesmente apertar um botão até toda a matéria orgânica que estiver na sala se fundir com a parede.

sniper

Continuar lendo

Porque Street Fighter V não vale seu dinheiro (neste momento)

Quem me conhece sabe que sou fã de jogos de luta, e, portanto, sabe que eu aguardava ansiosamente pelo lançamento de Street Fighter V em fevereiro. Pelo título deste post, provavelmente também já se deram conta de que fiquei um tanto quanto decepcionado com o lançamento.

streetv1

Continuar lendo

Shovel Knight: Vendendo nostalgia

Eu nasci em 1989, ano este que, para a história dos videogames, foi um período de transição entre a terceira e a quarta gerações de consoles. O Sega Genesis estava fazendo sua estreia nos EUA, e vindo pra cá pela sua alcunha japonesa, o Mega Drive. Ainda assim, o dominante NES (Nintendo Entertainment System) ainda não havia morrido, e jogos como Mega Man 2 e Dragon Quest ainda eram lançados por aqui. É mais ou menos comparável a como 2014 foi, um ano em que o Playstation 4 e o Xbox One começavam a ter títulos, mas tínhamos versões “last-gen” deles.

O Mega Man original era assim. Note como a pedra na mão do chefão não tá renderizada direito

O Mega Man original era assim. Note como a pedra na mão do chefão não tá renderizada direito

Continuar lendo

A importância do tom (e onde Arkham Knight falha)

Este post contém spoilers para os jogos Batman: Arkham Asylum, Batman: Arkham City e Batman: Arkham Knight.

Então, no ano passado, o lançamento de Batman: Arkham Knight finalizou uma das trilogias mais aclamadas de todos os tempos nos videogames. E, assim como boa parte das trilogias de super-heróis, foi uma terceira parte cheia de altos e baixos e que me deixou com um gosto ruim na boca. Mesmo assim, são jogos muito bem feitos, e a parte que eu gostava dos jogos anteriores ainda está em Arkham Knight. O problema é que a Rocksteady, por algum motivo, resolveu fazer uma mudança drástica na atmosfera e no conteúdo.

batman6

Continuar lendo