Em defesa da lanterna de Doom 3

É, eu gosto de Doom. Isso é um eufemismo, na realidade. Uma franquia de jogos de tiro dedicada à liberação sistemática de testosterona via toletes de chumbo na cara de demônios do inferno, com uma trilha sonora chupinhada de clássicos do heavy metal? E eu sou um daqueles nerds antissociais que vive tentando parecer mauzão, só tem roupa preta no armário e prefere mil vezes um bate cabeça e um filme de terror a uma baladinha? Parece que esses jogos foram feitos pra mim!

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Multiplayer: porque não gosto (e um pouco sobre Star Wars Battlefront)

Então, passei o Natal (e provavelmente passarei a virada do ano também) jogando Star Wars Battlefront (o desse ano, não o de 2004). Yeap, o hype me pegou, tirei fotinhas com sabres de luz na Comic Con, e aí fiquei com vontade de continuar nele. O filme é bem legalzinho, vai lá assistir.

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Call of Duty: Ghosts

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Call of Duty: Black Ops foi o jogo da franquia que me fez perceber o quanto esses jogos de tiro militares estavam ficando cada vez mais chatos, e uma das principais críticas que fiz foi que Black Ops falhava em ser o jogo que seu próprio título dava a entender que seria. Quando penso em “Black Ops”, penso em missões de espionagem, penso em agentes trocando informações secretas em becos escuros, e penso em coisas que poderiam ser negadas pelos governos envolvidos. A última coisa que penso é em invadir Cuba com um esquadrão de três soldados e dar um tiro na cara de Fidel Castro, e isso acontece logo na primeira missão.

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Far Cry 3: Blood Dragon

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Em que época bizarra estamos vivendo hoje em dia, não? A década de 2010 (e até certo ponto a de 2000 também) é um tempo que não tem nenhuma identidade cultural. Até mesmo a década de 90, insossa como foi, tinha seus ídolos e suas características. Hoje em dia a molecada tem que vestir o suéter do avô e dizer que é “vintage”. E juntamente com essa falta de identidade, também vêm as “homenagens”.

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Bioshock Infinite

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E se eu tivesse jogado o Super Mario World, lá em 1994, e não tivesse curtido? Eu não estaria aqui, escrevendo esse post. Também seria uma pessoa muito mais infeliz, eu acho. Mas essas são apenas especulações. Eu poderia muito bem ter descoberto os games de outro jeito, ou teria me dado muito melhor em matemática e continuado minha carreira de programador, ou teria me dedicado a treinar e jogar basquete.

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Crysis 3

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Quando Crysis foi lançado em 2007, foi acusado de ser nada mais do que uma demonstração técnica, um game que foi feito apenas com a intenção de mostrar do que as máquinas da época eram capazes de fazer, para ser um benchmark, e não para ser um bom game. Essas acusações, ao meu ver, caíram por terra assim que tive a oportunidade de rodá-lo (ou seja, quando comprei um pequeno reator nuclear) e constatar que de fato era um dos melhores jogos de tiro que já havia jogado. A combinação de poderes especiais, mapas bastante abertos e livres, e cenários visualmente deslumbrantes só não era tão divertida quanto Half-Life 2.

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Far Cry 3

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Alguém na Ubisoft andou lendo Alice no País das Maravilhas, não é?

Far Cry 3 abre com esta frase, tirada diretamente do livro (em inglês no game, obviamente): “No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.” Ela também é encontrada no início de Assassin’s Creed III, da mesma empresa, no momento em que os heróis adentram a tumba central onde Desmond passará o game inteiro. Nos dois games, a metáfora e relação do mundo imaginário de Alice faz sentido. A diferença é que Far Cry 3 é bom, pelo menos em termos de jogabilidade. *momento controvérsia*

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