Em defesa da lanterna de Doom 3

É, eu gosto de Doom. Isso é um eufemismo, na realidade. Uma franquia de jogos de tiro dedicada à liberação sistemática de testosterona via toletes de chumbo na cara de demônios do inferno, com uma trilha sonora chupinhada de clássicos do heavy metal? E eu sou um daqueles nerds antissociais que vive tentando parecer mauzão, só tem roupa preta no armário e prefere mil vezes um bate cabeça e um filme de terror a uma baladinha? Parece que esses jogos foram feitos pra mim!

doom1

Continuar lendo

I’m back!

6iu4vq

Yeah, I’m back!

Como parte das resoluções de ano novo, resolvi deixar a preguiça e procrastinação de lado e voltar a escrever sobre games. Para tal, estou ressuscitando o velho blog, que não era atualizado há quase dois anos, porque gosto do nome que tinha arrumado pra ele (relacionado a Silent Hill 2, pra quem ainda não sabe) e pensar em um novo iria demorar demais.

Agora, eu sei que eu estava começando a fazer conteúdo em vídeo no ano passado, e que a galera não gosta/não tem mais paciência pra ler. Infelizmente, conteúdo em vídeo também é muito mais difícil de produzir regularmente e com qualidade, além de eu me dar muito melhor com a escrita do que com a fala e de não gostar do som da minha própria voz. Então texto será.

A proposta da ressurreição do blog, no entanto, será um pouquinho diferente. Antigamente, eu pretendia fazer resenhas de games: hoje aquele formato já não me dá mais tanta inspiração assim. Então a ideia é fazer um post regular (semanalmente é a ideia original, pode ser que mude conforme o tempo) sobre qualquer coisa que eu estiver fazendo e estiver em minha mente sobre o mundo dos games no momento. Com isso, quero entrar mais em questões de design, narrativa, e outras discussões que estejam em falta quando falamos em videogames. E talvez também postar outras paradas criativas de vez em quando, porque isso aqui é meu e eu posto o que diabos eu quiser.

Enquanto um post novinho em folha não fica pronto (soon enough, jovem Padawan, não se preocupe) recomendo que a galera dê uma lida nas matérias antigas, mantendo em mente que a pessoa que eu era há dois anos não é exatamente a mesma que sou hoje. Tenho orgulho de algumas daquelas resenhas, já em outras eu tenho uma opinião diferente (sobre Bioshock Infinite especialmente, mas quem sabe um dia entro nos detalhes problemáticos dele). De qualquer maneira, eles ficarão ali como parte do processo evolutivo.

Se você se interessar pela discussão, por favor, deixe um comentário com seu feedback construtivo e continue acompanhando. Talvez nós aprendamos algo.

Retrospectiva 2012

É, meus amigos, mais um ano se passou, o mundo não se acabou, e como bom crítico de games, antes de iniciar as bebedeiras que irão terminar comigo deitado na grama de algum lugar, olhando pro céu e pensando em como talvez 2013 seja um ano menos horrível, eu devo eleger os games que marcaram 2012, tanto de maneira positiva quanto de maneira negativa.

Devo dizer que 2012 foi um ano fraco. Pouca coisa realmente despertou meu interesse, e o restante dos jogos mais badalados do ano eram os já rotineiros shooters militares que detesto. No entanto, esses que mereceram destaque fizeram por merecer, ou por tentar trazer algo novo e diferente aos games, ou por reviver gêneros que aparentemente estavam esquecidos e/ou não tinham popularidade suficiente para serem explorados.

Continuar lendo