As qualidades de um bom “stealth game”

Um dia eu escrevi em um dos meus textos (a resenha do Dishonored, que você pode ler neste mesmo endereço eletrônico) que a fantasia de poder do ninja era muito mais atraente para mim do que as fantasias de machão comuns que os jogos normalmente oferecem. Quero dizer, não me levem a mal, eu acho Doom um dos melhores jogos de tiro já feitos, mas a ideia de ser invisível fala muito mais diretamente comigo, e infiltrar um local sem ninguém me ver requer um pouco mais de raciocínio do que simplesmente apertar um botão até toda a matéria orgânica que estiver na sala se fundir com a parede.

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Crysis 3

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Quando Crysis foi lançado em 2007, foi acusado de ser nada mais do que uma demonstração técnica, um game que foi feito apenas com a intenção de mostrar do que as máquinas da época eram capazes de fazer, para ser um benchmark, e não para ser um bom game. Essas acusações, ao meu ver, caíram por terra assim que tive a oportunidade de rodá-lo (ou seja, quando comprei um pequeno reator nuclear) e constatar que de fato era um dos melhores jogos de tiro que já havia jogado. A combinação de poderes especiais, mapas bastante abertos e livres, e cenários visualmente deslumbrantes só não era tão divertida quanto Half-Life 2.

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Dishonored

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Se eu pudesse escolher ter um poder só, eu escolheria ser invisível. Não sei dizer se essa é uma escolha comum. As pessoas geralmente querem voar, ou ter super força, ou ter o fator de cura do Wolverine. Mas eu gostaria de ser invisível, ou no máximo ter aquele poder da Mística, de transmutação, e poder me disfarçar com o rosto de quem eu quisesse. E digo o porquê: eu gosto da ideia de não ser percebido, especialmente nos games.

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Retrospectiva 2012

É, meus amigos, mais um ano se passou, o mundo não se acabou, e como bom crítico de games, antes de iniciar as bebedeiras que irão terminar comigo deitado na grama de algum lugar, olhando pro céu e pensando em como talvez 2013 seja um ano menos horrível, eu devo eleger os games que marcaram 2012, tanto de maneira positiva quanto de maneira negativa.

Devo dizer que 2012 foi um ano fraco. Pouca coisa realmente despertou meu interesse, e o restante dos jogos mais badalados do ano eram os já rotineiros shooters militares que detesto. No entanto, esses que mereceram destaque fizeram por merecer, ou por tentar trazer algo novo e diferente aos games, ou por reviver gêneros que aparentemente estavam esquecidos e/ou não tinham popularidade suficiente para serem explorados.

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Assassin’s Creed Brotherhood

Ok, esse texto irá tratar de spoilers do Assassin’s Creed II. Se você ainda não terminou o Assassin’s Creed II… bom, primeiro, tá esperando o que? Eu já tô atrasado pra caralho fazendo um texto sobre o terceiro enquanto sai o quinto jogo da série. Mas tudo bem, vai lá jogar o II pelo menos, daí você não vai ver spoilers. Ou então feche seu navegador agora.

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Assassin’s Creed II

O site Mundo Canibal publicou uma minúscula série de vídeos chamada “Game Novela” por volta de 2008. O vídeo que se tornou mais famoso foi o do “Treco Narrando a Treta do Strit Fáiti”, mas o outro consistia num gameplay do primeiro Assassin’s Creed dublado com uma pequena historinha sobre o protagonista Altaïr perseguindo um tal de Paulão, que supostamente teria comido sua irmã. Muitas risadas foram dadas com esse vídeo. Imagine agora minha surpresa ao notar que uma das primeiras missões de Assassin’s Creed II era EXATAMENTE isso, o novo protagonista Ezio Auditore da Firenze indo atrás de um cara que traiu sua irmã. Ainda mais risadas foram proferidas.

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